
Tour 360°
AR · Acervo Rotativo: a coleção de 5 cm de Laerte Ramos e Natacha Janus
O que é o AR · Acervo Rotativo, a coleção independente idealizada pelo artista Laerte Ramos e por Natacha Janus: obras doadas, 400 peças de até 5 cm, 9 países e uma montagem nova em cada cidade.

Uma coleção de arte costuma pedir paredes grandes, reserva técnica e orçamento de aquisição. O AR · Acervo Rotativo faz o contrário. São 400 obras de até 5 cm, doadas pelos próprios artistas, que cabem em biombos de madeira e viajam de cidade em cidade. Em cada lugar, a montagem é nova.
A gm360 acompanhou a coleção em três paradas do roteiro pelo SESI-SP: fotografou a abertura em Itapetininga e fez os tours 360° de Campinas e de Ribeirão Preto. Este texto reúne o que o projeto é, quem o criou e como ver as obras depois que uma exposição sai de cartaz.
Como o acervo nasceu
O projeto foi concebido em 2018, em São Paulo, pelo artista e curador Laerte Ramos e pela produtora cultural Natacha Janus. Segundo o SESI-SP, a proposta veio de reflexões sobre o acesso e a circulação de artistas, galerias e instituições.
O texto de parede, assinado pelos dois como “idealizadores”, começa pelo lado difícil da profissão: construir carreira, produzir, expor, vender, administrar tempo e custos. E resume essa trajetória numa frase curta: “Por muitas vezes, é solitário.” A coleção é a resposta a isso. Reúne centenas de pessoas num mesmo corpo, que o texto descreve como “denso, diverso e potente”.
Uma regra de tamanho para todo mundo
A única medida é o limite: 5 × 5 cm, ou 5 × 5 × 5 cm no caso de objetos. Essa regra aproxima artistas de diferentes níveis de carreira, e o SESI-SP fala em “um senso de igualdade” entre os participantes. Num acervo assim, nome conhecido não ganha parede maior. A obra de quem está começando fica ao lado da de artistas mais experientes, com a mesma medida e o mesmo tipo de etiqueta.
O tamanho também resolve um problema prático. A coleção inteira pode ser transportada e montada num foyer de teatro, sem exigir um museu. Foi assim nas unidades do SESI-SP, por meio do Espaço Galeria.

Um acervo doado e independente
O SESI-SP apresenta o AR como “um acervo de arte contemporânea independente”. O painel da mostra é direto: “Todas as obras que integram este acervo foram doadas pelos próprios artistas.” As exposições acontecem em museus, centros culturais e instituições, por meio de parcerias.
O “rotativo” do nome vem daí: é um acervo que roda. O próprio tour traduz a ideia na abertura, com um mosaico de 20 × 20 obras que giram e trocam de lugar.

Laerte Ramos, artista e curador
Laerte Ramos nasceu em São Paulo, em 1978, e se formou em artes plásticas pela FAAP. É conhecido pela gravura e por grandes instalações em cerâmica. Trabalha com xilogravura, serigrafia, pintura, escultura e tapeçaria, e usa materiais como cerâmica, porcelana, madeira, chumbo e lã. Fez residências na França, nos Estados Unidos, na Suíça, na Holanda, em Portugal e na China, segundo a DAN Galeria, que também o apresenta como fundador e diretor do acervo.
Entre as pesquisas do artista está Arma Branca, com brinquedos bélicos reproduzidos em cerâmica. Como curador, assina a seleção do AR. O SESI-SP registra treze exposições curadas por ele desde 2017.

Natacha Janus e a Studium Generale
Natacha Janus é produtora cultural e idealizadora do projeto com Laerte Ramos. No painel de créditos, ela assina “Concepção e produção” com a Studium Generale, e divide com ele o texto da exposição.
A Studium Generale é a produtora dedicada a residências e intercâmbios culturais fundada por Laerte Ramos, que a dirige desde 2014. Nos painéis das edições de Campinas e de Ribeirão Preto, ela responde ainda pelo projeto de expografia, pelo design gráfico e, com Helena Marc, pela fotografia das obras.
400 obras, 9 países, 11 categorias
As fichas do tour permitem contar a coleção. Das 400 obras, 194 são bidimensionais e 206 tridimensionais. Foram agrupadas em 11 categorias. As maiores são objeto e escultura, pintura e desenho.
São artistas de 9 países. O Brasil responde por quase tudo, com 381 obras. A Argentina tem 9, os Estados Unidos, 2, e Uruguai, Bélgica, Nova Zelândia, Holanda, Itália e França, uma cada. Dá para conferir isso no Acervo de cada tour, combinando busca e filtros.

Uma coleção que circula
Pelo SESI-SP, a ordem foi esta: Itapetininga, onde a mostra abriu, Campinas, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Ribeirão Preto. A cada parada, as mesmas obras ganham outra disposição. Biombos de pinus mudam de lugar, e o foyer de cada teatro dá outro fundo às peças.

Onde ver as obras
As exposições de Campinas e de Ribeirão Preto já saíram de cartaz. Há dois caminhos para ver as obras agora. O perfil @acervorotativo, no Instagram, é o canal indicado no próprio texto de parede. E os tours trazem cada obra com ficha, no lugar em que estava: tour de Ribeirão Preto e tour de Campinas. As histórias das duas montagens estão em exposição no SESI Ribeirão Preto e exposição no SESI Campinas.
Um acervo também precisa de endereço
Coleções que circulam ganham muito com um lugar fixo na internet. Um tour reúne fichas, busca e o registro de cada montagem. Veja como isso funciona em acervo com busca e filtros no tour 360° e em tour virtual para museus e exposições. O tour é publicado em até 7 dias úteis depois da captura. Fazer orçamento (abre em nova janela)
Créditos do AR · Acervo Rotativo em Ribeirão Preto
Ficha da edição no Centro Cultural SESI Ribeirão Preto, conforme o painel de créditos da exposição.
Exposição
- Curadoria
- Laerte Ramos
- Concepção e produção
- Natacha Janus / Studium Generale
- Texto da exposição
- Natacha Janus & Laerte Ramos
- Projeto de expografia
- Studium Generale
- Produção da expografia
- M&L Cenografia
- Acessibilidade/Peças táteis
- Michelle Rosset
- Fotografia das obras
- Helena Marc e Studium Generale
- Designer gráfico
- Studium Generale
- Montagem da exposição
- Ludmila Quilula
- Assessoria de imprensa
- Erico Marmiroli
Educativo
- Gestão
- AEP Arteducação Produções
- Supervisão técnica
- Edna Y. Onodera
- Supervisão educadores
- Joseph Motta
- Educadores
- Marina Parada
- Jaqueline Figueredos
SESI Ribeirão Preto
- Diretor
- Ricardo Machado
- Gerente administrativo financeiro
- José Luiz Zanirato
- Coordenador de qualidade de vida
- Roberto Alves Junior
- Orientadora de cultura
- Débora Rocha
- Mediadora cultural
- Jade Coelho
- Operadores técnicos de teatro
- Eduardo Tamburus
- Leonardo Mariano
- Orientadores de público
- Maria Souza
- Tamires Santos
- Supervisor de serviços de manutenção e conservação
- José Ricardo Camilo
- Agentes de comunicação
- Julia Costa
- Isabela Pilegis
SESI-SP · Cultura
- Gerente executiva de cultura
- Débora Viana
- Gerente técnico de cultura
- Alvaro Alves Filho
SESI-SP · Núcleo de Contratações Culturais
- Supervisor de gestão de projetos culturais
- Jonatas Willian de Oliveira Sousa
- Analistas de serviços administrativos
- Aina Margot da Silva
- Douglas Miranda Ferreira
- Eduardo Viegas Cerigatto
- Ione Augusta Barros Gomes
- Isabela Martos Paes Capatti
- Jonatã Ezequiel de Menezes da Silva
- Júlio César de Araújo
- Kielcimara de Almeida Nascimento
- Michele Araújo da Silveira
- Solange Silva Santos Primo
- Assistente de apoio administrativo
- Gabriel Vicente
SESI-SP · Equipe de Artes Visuais e Audiovisual
- Analistas de atividades culturais
- Elder Baungartner
- Eliana Garcia
- Larissa Lanza
- Estagiária
- Rayssa Rafaela de Lima Sobrinho
SESI-SP · Núcleo de Memória Cultural
- Analistas de atividades culturais
- Josilma Gonçalves Amato
- Thais dos Anjos Bernardo
- Estagiários
- Felipe Alencar Machado
- Giovanna Brito de Oliveira
SESI-SP · Comunicação
- Diretora executiva de marketing e comunicação corporativa
- Ana Claudia Fonseca Baruch
- Gerente de marketing e comunicação corporativa
- Leticia Martins Acquati
- Gerente de planejamento digital
- Rafael Queirós
- Gerente de imprensa
- Rose Matuck
- Coordenadora de comunicação e marketing
- Mariana Soares
- Analistas
- Alexandre Muner
- Cleiton Prado
- Juliana Cezario
- Karina Costa
- Larissa Oliveira dos Santos
- Matheus Araújo
- Vinícius Fróes
- Redatora publicitária
- Mirella Luiggi
- Revisor
- Felipe Ferreira De Melo
- Editor de vídeo
- Rodolfo Pereira Da Silva
- Estagiários
- Giovanna Júlia Oliveira
- Laura Maluf
- Milena Mucheironi
SESI-SP · Departamento Regional de São Paulo
- Presidente
- Josué Christiano Gomes da Silva
- Conselheiros
- André Luiz Pompéia Sturm
- Dan Ioschpe
- Elias Miguel Haddad
- Luiz Carlos Gomes de Moraes
- Antero José Pereira
- Narciso Moreira Preto
- Sylvio Alves de Barros Filho
- Vandermir Francesconi Júnior
- Massimo Andrea Giavina-Bianchi
- Irineu Govêa
- Marco Antonio Melchior
- Alice Grant Marzano
- Marco Antonio Scarasati Vinholi
- Sérgio Gusmão Suchodolski
- Daniel Bispo Calazans
- Superintendente do SESI-SP
- Alexandre Ribeiro Meyer Pflug
FAQ
Dúvidas frequentes
O que é o AR · Acervo Rotativo?
Um acervo independente de arte contemporânea, com 400 obras de até 5 × 5 cm, ou 5 × 5 × 5 cm, doadas pelos próprios artistas. A coleção é exposta em instituições por meio de parcerias e muda de cidade.
Quem criou o Acervo Rotativo?
O artista e curador Laerte Ramos e a produtora cultural Natacha Janus, que idealizaram o projeto em 2018, em São Paulo.
Por que as obras têm no máximo 5 cm?
Segundo o SESI-SP, o pequeno formato busca criar um senso de igualdade entre os participantes, para que o destaque vá à originalidade e não ao tamanho da peça.
De quantos países são os artistas?
As fichas do tour registram 9 países: Brasil, Argentina, Estados Unidos, Uruguai, Bélgica, Nova Zelândia, Holanda, Itália e França.
Onde dá para ver as obras hoje?
Nos tours 360° das montagens de Ribeirão Preto e de Campinas, com ficha para cada obra, e no perfil @acervorotativo, no Instagram. As exposições nessas duas cidades já saíram de cartaz.




