Numa exposição de 20 obras, o visitante vê tudo andando pela sala. Numa de 400, não. Quem chega ao tour do AR · Acervo Rotativo, no SESI Ribeirão Preto, muitas vezes chega procurando alguma coisa: a obra de um amigo, os trabalhos da Argentina, as cerâmicas, aquela peça bordada que viu no Instagram. Percorrer 38 vistas atrás dela cansa antes de achar.

Por isso o tour tem um Acervo: as 400 obras numa grade, com busca e filtros, a dois toques do panorama. Mostramos como ele funciona, o que ele pede dos dados da exposição e como a grade leva de volta à parede.

Acervo filtrado pelo formato 3D e ordenado por artista, com 206 objetos em cubos de acrílico, o filtro 3D como etiqueta removível e o link Limpar filtros
Formato 3D · os 206 objetos da prateleira, por artista

Um catálogo dentro do tour

O botão Acervo fica no topo do tour, com o total ao lado: 400. Ele abre uma tela cheia por cima do panorama, com a grade das obras. Cada cartão mostra a imagem da obra, o número do acervo, o título, o artista, o ano e o formato. As obras que o visitante já abriu ganham o selo “visto”.

São 48 obras por página, e as imagens só carregam quando chegam à tela. Quem só quer olhar rola a grade como um catálogo impresso. Quem procura alguma coisa usa a busca e os filtros.

A busca

A caixa de busca procura no título, no artista, na técnica, no número do acervo, no país, no ano e na vista. Ela ignora acento e maiúscula: “ceramica” acha “Cerâmica”, “sebastian” acha “Sebastián”. Com mais de uma palavra, mostra as obras que têm todas elas, e por isso “bordado argentina” mostra os bordados de artistas argentinos.

O resultado aparece enquanto o visitante digita, com a contagem logo acima da grade. Quando nada é encontrado, a tela sugere tentar outra palavra ou limpar os filtros.

Os filtros

No Acervo Rotativo, são seis filtros, e todos se combinam:

  • Artista, num campo em que se digita o começo do nome e escolhe na lista, porque são cerca de 400 nomes.
  • Ano da obra.
  • País do artista. Além do Brasil, há artistas da Argentina, do Uruguai, dos Estados Unidos, da Bélgica, da Holanda, da Itália, da França e da Nova Zelândia.
  • Técnica, em 11 categorias: pintura, desenho, gravura, fotografia, colagem, têxtil e bordado, cerâmica, objeto e escultura, impressão e digital, técnica mista e outros.
  • Formato: 2D, para as obras da parede, ou 3D, para os cubos da prateleira.
  • Vista: as obras de um ponto do foyer, como “Biombo junto à biblioteca”.

Cada opção mostra quantas obras ainda sobram com os outros filtros ligados. Escolhida a Argentina, o filtro de técnica passa a contar só as obras argentinas, e as técnicas sem nenhuma somem da lista. O filtro não oferece uma opção que daria zero obras.

Os filtros ligados aparecem como etiquetas acima da grade, cada uma com um X para tirar. “Limpar filtros” volta às 400. A grade pode ser ordenada pelo número do acervo, pelo artista, de A a Z, ou pelo ano, das mais recentes para as mais antigas.

Acervo com dois filtros ligados, técnica Gravura e formato 2D, as etiquetas removíveis acima da grade e a contagem de 19 itens
Filtros combinados · gravura e 2D, com a contagem

De categoria escrita à mão a filtro

Os filtros só existem se os dados permitirem. No Acervo Rotativo, cada artista escreveu a técnica do seu jeito: “linha de costura sobre tecido”, “tinta a óleo em caixa de fósforo”, “barro seco e lápis”. São mais de 340 descrições diferentes, e um filtro com centenas de opções não filtra nada.

As técnicas foram agrupadas em 11 categorias, e é a categoria que vai para o filtro. A técnica escrita pelo artista continua na ficha de cada obra, como estava na etiqueta. O mesmo vale para o formato, que seguiu a montagem: o que estava na parede é 2D, o que estava na prateleira é 3D, mesmo quando a medida diz outra coisa.

Esse trabalho é feito com a lista de obras, antes da montagem do tour. Quanto mais padronizada a planilha da exposição, menos agrupamento é preciso. O que a ficha de cada obra mostra, e o que a instituição envia para ela existir, está em ficha técnica de cada obra no tour 360°.

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Da grade de volta à parede

Um catálogo na tela não substitui a exposição. O Acervo do tour serve para achar a obra; a parede é onde ela está.

Um toque num cartão abre a ficha da obra. Na ficha, o botão “Ver no tour” fecha o Acervo, leva à vista em que a obra está, enquadra a obra no biombo e acende o contorno dela em vermelho. O visitante sai da grade e chega à exposição, ao lado das obras vizinhas, na montagem que a curadoria fez. A ficha também tem “Ver no mapa”, que abre o mapa do foyer com o biombo da obra destacado.

O caminho vale para o outro lado. A tela de Créditos traz a lista de todos os artistas, e um toque no nome abre o Acervo filtrado com as obras dele.

A busca e os filtros ficam no endereço da página. Quem copia o endereço do Acervo filtrado manda exatamente aquela seleção:

Isso serve ao educativo: o professor de artes manda à turma o link das gravuras antes da aula. Serve à imprensa, que recebe o recorte de uma matéria. E serve à instituição, que mostra ao patrocinador o alcance internacional do acervo com um link só. Cada obra também tem o próprio link, como em exposição coletiva em tour virtual.

No celular

No celular, o Acervo ocupa a tela toda e a grade passa para duas colunas. Os filtros ficam atrás de um botão “Filtros”, que mostra quantos estão ligados, e o botão de aplicar diz quantas obras vão aparecer: com o filtro das cerâmicas, “Ver 19 resultados”.

Um detalhe: no computador, ao abrir o Acervo, o cursor já vai para a busca. No toque, não, porque focar a busca abriria o teclado do celular por cima das obras. O foco vai para o botão “Voltar ao tour”.

Dois celulares com o Acervo do tour: a grade de obras em duas colunas filtrada pelo formato 3D e o painel de filtros aberto
No celular · a grade em duas colunas e os filtros

Quando a exposição pede um acervo

Nem todo tour precisa de um. Em Terra Terreno Território, na FIESP, as 57 obras ficam numa faixa no rodapé da visita livre, que leva direto à parede de cada uma, e os filtros estão no site da exposição. Em Herança Compartilhada, do SESI, as 27 obras cabem numa grade “Todos os itens”, que marca o que o visitante já viu.

O acervo com busca e filtros entra quando:

  • são centenas de obras, como no Acervo Rotativo, e a faixa ficaria longa demais;
  • o visitante chega procurando um artista, uma técnica ou uma obra que viu em outro lugar;
  • a exposição é coletiva, e cada artista quer achar a sua obra e mandar o link;
  • o educativo vai usar o tour em sala, com recortes por técnica ou por tema.

O que a gm360 faz para museus e exposições está na página de tour virtual para museus e exposições, e o que entra em qualquer tour personalizado, na de tour virtual 360°. O tour é publicado em até 7 dias úteis depois da captura.