
Tour 360°
Exposição coletiva em tour virtual: como mostrar 400 obras sem perder nenhuma
Centenas de obras e de artistas numa sala só. O que muda no tour 360° de uma exposição coletiva: marcar sem poluir, três caminhos até cada obra, um link por artista e o preparo. Com o AR · Acervo Rotativo.

Uma exposição coletiva grande tem um problema que a individual quase não tem: escala. São muitas obras, muitas vezes pequenas, de muitos artistas, dividindo a mesma sala. Na visita presencial, o público se aproxima de um painel, lê as etiquetas e segue. No tour 360°, a mesma sala vira uma imagem só, e é fácil perder as obras dentro dela.
O AR · Acervo Rotativo leva esse problema ao limite. São 400 obras de até 5 × 5 cm, de cerca de 400 artistas, montadas em biombos de pinus no foyer do Centro Cultural SESI Ribeirão Preto. O texto de parede fala justamente disso: a força do pequeno formato numa grande soma coletiva. Mostramos como o tour dessa mostra foi organizado e o que vale para outras coletivas.

Marcar sem poluir
O primeiro impulso é marcar cada obra com um contorno clicável. Com dez obras por parede, funciona. Com 24 obras numa única vista, como em vários pontos do Acervo Rotativo, os contornos cobrem a montagem e o visitante passa a ver os contornos, não as obras.
A solução foi marcar só o que o visitante está olhando. Cada obra ganha quatro cantos em L, como os colchetes da identidade da mostra, e os cantos só aparecem quando o visitante fica de frente para uma face de biombo, com zoom suficiente para ver as obras. Quando ele vira para o lado ou se afasta, eles se apagam aos poucos, sem piscar.
Ao passar o mouse, os cantos se fecham num contorno vermelho, com um rótulo de título e artista. No celular, onde não há mouse, os colchetes aparecem mais cedo, para facilitar o toque. E as setas de navegação no chão que passam por cima de uma obra marcada somem, para o clique cair na obra e não na seta.


Três caminhos até cada obra
Numa coletiva grande, o visitante chega ao tour por motivos diferentes, e cada motivo pede um caminho.
- Andar. Quem quer a experiência da exposição percorre o espaço pelas setas no chão e pela galeria de vistas no rodapé, com o mapa do foyer para não se perder entre biombos parecidos.
- Procurar. Quem chega procurando um artista, uma técnica ou um país abre o Acervo, com as 400 obras numa grade, busca e seis filtros. Da grade, “Ver no tour” leva à parede da obra. Os detalhes estão em acervo com busca e filtros no tour 360°.
- Receber o link. Quem recebeu o link de uma obra cai direto nela, enquadrada, com a ficha aberta.
Os três terminam no mesmo lugar: a ficha da obra, com título, artista, técnica, dimensões, ano, país e a imagem ampliável. Como ela funciona está em ficha técnica de cada obra no tour 360°.
Guiada ou livre
Em exposições com dezenas de obras, a gm360 costuma fazer uma visita guiada. Em Herança Compartilhada, do SESI, a visita passa pelas 27 obras, com audiodescrição em três idiomas. Em Terra Terreno Território, na FIESP, são 22 paradas: 20 obras e dois textos curatoriais.
Com 400 obras, uma visita guiada por todas não termina. No Acervo Rotativo, o tour é só de navegação livre, e o trabalho foi para os caminhos acima. Uma coletiva grande pode ter um roteiro curto, com uma seleção da curadoria, mas o acervo inteiro precisa estar ao alcance pela busca e pelo mapa.
Um link para cada artista
Numa individual, quem divulga a exposição é a instituição e o artista. Numa coletiva de cerca de 400 artistas, são centenas de pessoas com motivo para divulgar.
No Acervo Rotativo, cada obra tem endereço próprio, e o botão Copiar link fica na ficha. O artista põe o link no Instagram, manda no grupo da família, coloca no portfólio. Quem clica vê a obra na parede, ao lado das vizinhas, e dali segue pela exposição. A obra individual vira porta de entrada para a mostra inteira.
A tela de Créditos completa a ideia: traz a lista de todos os artistas, e um toque no nome abre o Acervo com as obras daquele artista. Ninguém fica de fora dos créditos por falta de espaço.
Conte quantas obras e quantos artistas tem a mostra e onde ela vai ser montada. Respondemos em até 1 dia útil com uma proposta. Fazer orçamento (abre em nova janela)
Um mapa para biombos parecidos
Uma coletiva montada em painéis ou biombos repete a mesma estrutura muitas vezes. No foyer do SESI Ribeirão Preto, os biombos de pinus são quase iguais, e as 26 vistas diante deles se parecem.
O tour tem um mapa 3D do foyer: uma maquete vista do alto, com os biombos e as obras de verdade nas faces, os pinos das 38 vistas e um cone que mostra para onde o visitante está olhando. Um toque numa face de biombo abre um cartão com as obras daquela face. No canto da tela, um mini-mapa acende em vermelho o biombo que está de frente para o visitante. Como esse mapa é feito está em minimapa 3D no tour virtual.

A abertura como apresentação do acervo
Antes de entrar, o tour mostra o tamanho da coletiva: um mosaico de 20 × 20 quadradinhos, um por obra, que entram girando e, depois, de tempos em tempos, trocam de obra. É o “rotativo” do nome, e é também a forma mais rápida de dizer “400 obras” sem escrever o número. A primeira vista carrega por trás. O que mais pode entrar numa abertura está em a tela de abertura do tour 360°.

O que a instituição prepara
O tour de uma coletiva grande é, antes de tudo, um trabalho de dados. Antes da captura, vale ter:
- A lista de obras, numa planilha, com um número por obra igual ao da etiqueta e os campos da ficha: título, artista, técnica, dimensões, ano, país.
- Uma foto de cada obra, de frente, com o número no nome do arquivo.
- Um esboço da montagem, mesmo à mão, com a posição dos painéis, biombos ou paredes e as obras de cada um. Ele guia a captura e serve de base para o mapa.
- A montagem completa e a sala vazia no dia da captura, de preferência antes da abertura ou fora do horário de visita.
- Os textos e os créditos: texto curatorial, ficha técnica da mostra e a grafia final dos nomes dos artistas.
Com a lista e as fotos, cada obra é ligada ao seu ponto na panorâmica. No Acervo Rotativo, as obras de parede foram identificadas comparando a foto de cada uma com a panorâmica; os cubos, atrás do acrílico, pela ordem da montagem; e todas as vistas foram conferidas a olho, obra por obra.
O que a gm360 faz para museus e exposições está na página de tour virtual para museus e exposições, e o que entra em qualquer tour personalizado, na de tour virtual 360°. O tour é publicado em até 7 dias úteis depois da captura.
FAQ
Dúvidas frequentes
Uma exposição coletiva grande pode ter visita guiada no tour?
Pode ter um roteiro com uma seleção de obras, mas não com todas. No AR · Acervo Rotativo, com 400 obras, o tour é de navegação livre, com o acervo, o mapa e a galeria de vistas para chegar a qualquer obra. Em Terra Terreno Território, com 57 obras, a visita guiada passa por 20 delas e por dois textos curatoriais.
Cada artista recebe um link da própria obra?
Cada obra tem endereço próprio, que abre o tour já na vista dela, com a obra enquadrada e a ficha aberta. A instituição pode mandar a lista de links aos artistas, ou cada artista copia o seu pelo botão Copiar link da ficha.
O que a instituição precisa ter pronto antes da captura?
A lista de obras com um número por obra, igual ao da etiqueta, e uma foto de cada obra. Ajuda muito ter também um esboço da montagem, com a posição dos painéis ou biombos, que serve de base para o mapa. Os textos de sala e os créditos podem chegar depois da captura.
A captura atrapalha a visitação?
Fazemos a captura fora do horário de visita, ou antes da abertura, com a montagem pronta e a sala vazia. Numa exposição coletiva, com muita gente circulando nos fins de semana, isso evita rostos e vultos entre as obras.
E depois que a exposição sai de cartaz?
O tour continua no ar. Numa coletiva que circula de cidade em cidade, cada montagem é diferente, e cada uma pode ter o próprio tour. O Acervo Rotativo, por exemplo, ocupou o foyer do SESI Ribeirão Preto em biombos de pinus durante quatro meses.





