Um tour publicado no Google Maps aparece no Perfil da Empresa, ao lado das fotos, e pode ser aberto por quem procura o negócio no Maps ou na Pesquisa do Google. É o canal de descoberta: tem menos recursos que um tour hospedado no site, mas fica exatamente onde o cliente já está procurando. Neste guia explicamos o que o Google exige da imagem, como fazemos a publicação, o que o Maps não faz e como medir o resultado. O serviço completo está descrito em tour virtual 360° no Google Maps.

O que é o tour no Google Maps

São panorâmicas 360° conectadas entre si e ligadas ao local da empresa no Google. Quem abre o perfil encontra a foto 360° entre as imagens do lugar e navega com as setas do Street View, de ambiente em ambiente, como faria numa rua.

O tour não substitui as fotos do perfil. Ele mostra o que a foto sozinha não mostra: como os ambientes se ligam, o tamanho real do salão, o caminho da entrada até a mesa, o balcão ou a sala de espera. Para quem ainda não conhece o lugar, é a visita antes da visita.

O Les Présidents, restaurante do chef Érick Jacquin nos Jardins, em São Paulo, está no Maps com 15 panoramas ligados ao perfil do restaurante, com conexões entre os ambientes; juntos, passaram de 1 milhão de visualizações. Na RT166 Cervejaria, em Itapetininga, foram 102 panoramas: salão, área externa, fachada e imagens aéreas em 360°, todos conectados.

Salão vermelho do Les Présidents, em São Paulo, com a parede coberta de quadros e mesas postas com toalhas brancas

O que o Google exige da imagem

A página de ajuda do Google Maps “Tips for posting media to Maps” (support.google.com/maps/answer/13808002, consultada em 7 de outubro de 2026) traz os requisitos para foto 360°:

  • Resolução mínima de 4K, ou 3.840 × 2.160 pixels.
  • Volta completa de 360°, sem falhas no horizonte.
  • Erros de costura significativos podem levar à rejeição da imagem.
  • Conexões só entre pontos próximos um do outro.
  • Texto ou logo sobreposto à imagem está sujeito a restrições.

A lista não exige uma câmera específica. Uma foto feita com celular pode ser publicada se cumprir os requisitos. A diferença aparece na resolução, na costura e no alinhamento entre os pontos, e é aí que se concentra o trabalho de um tour com dezenas de panoramas.

Além do que o Google pede, seguimos três regras da casa:

  • Capturamos fora do horário de público, quando possível, para o espaço aparecer sem movimento.
  • Fotografamos com câmera DSLR e costuramos cada panorâmica à mão.
  • Planejamos os pontos antes da captura, já pensando nas conexões entre eles.

Como publicamos, passo a passo

  1. Briefing e visita técnica. Entendemos o espaço e planejamos os pontos de captura e as conexões entre eles.
  2. Captura. Panorâmicas 360° com câmera DSLR, fora do horário de público quando possível. A captura leva algumas horas.
  3. Costura e revisão. Cada panorâmica é costurada à mão e revisada no horizonte e nas emendas, os dois pontos que os requisitos do Google citam.
  4. Alinhamento e conexão. Os pontos são posicionados e ligados entre si, só entre vizinhos próximos.
  5. Vínculo ao local. As panorâmicas são publicadas ligadas ao local da empresa no Google Maps.
  6. Entrega. Tour publicado em até 7 dias úteis, com o link para a empresa divulgar e incorporar no site.

O mesmo processo vale para espaços maiores. Prédios com vários andares são publicados andar por andar: o Hostal Providencia, em Santiago, no Chile, tem cinco andares no Google Maps. E as panorâmicas aéreas feitas com drone podem ser publicadas junto com o tour, como na RT166 Cervejaria, que tem a vista do alto ao lado dos pontos do salão e da área externa.

Desde 2018 no Google Maps

Publicamos no Google Maps desde 2018: são mais de 200 locais e mais de 13 milhões de visualizações somadas. Restaurantes, escolas, clínicas, hotéis, museus e concessionárias, a maior parte no interior de São Paulo, com locais também na capital e no Chile. O diretório de locais no Google Maps mostra parte deles, organizados por cidade.

O seu espaço no Google Maps, publicado em até 7 dias úteis. Mande o endereço e o número de ambientes; respondemos em até 1 dia útil com uma proposta.

Fazer orçamento

O que o Maps não faz

No Google Maps, a interface é a do Google. Não dá para colocar a marca da empresa, hotspots com ficha técnica, vídeo, cardápio ou formulário dentro do tour. Para isso existe o tour personalizado, feito com a mesma captura.

Isso não diminui o Maps. Para ser encontrado, ele resolve: o tour está no perfil que aparece quando alguém procura o nome da empresa ou o tipo de negócio na região. Um restaurante, uma clínica ou uma escola que precisa ser vista por quem está escolhendo onde ir tem no Maps o canal certo. Quando o tour também precisa vender, reservar ou captar contato dentro da visita, entra o personalizado.

Item Google Maps Tour personalizado
Onde aparece Perfil da Empresa, Maps e Pesquisa Site da empresa e link próprio
Interface A do Google A da marca do cliente
Conteúdo Panorâmicas e setas Planta, fichas, cardápio, vídeo, locução
Contato Pelo perfil, fora do tour Formulário no tour, ligado a CRM ou WhatsApp
Medição Visualizações por panorama Google Analytics

A BMW Osten Perdizes usa os dois: 65 panoramas no Google Maps para quem procura a concessionária e, no site, o tour com a interface Osten e as especificações de sete modelos. Quando o espaço precisa dos dois, planejar desde o começo evita uma segunda captura. O efeito disso no orçamento está em quanto custa um tour virtual 360°.

Fachada envidraçada da BMW Osten Perdizes, em São Paulo, com um BMW branco na vitrine e jardim na calçada

Como levar o tour do Maps para o seu site

O tour publicado no Maps pode ser incorporado em qualquer página pela Maps Embed API, do próprio Google, com uma chave restrita ao domínio do site. No modo Street View, a incorporação aponta para uma panorâmica específica (pelo identificador pano) ou para uma coordenada, e define a direção inicial, a inclinação e o campo de visão (heading, pitch e fov). Segundo a documentação do Google (developers.google.com/maps/documentation/embed, consultada em 7 de outubro de 2026), o uso da Maps Embed API não tem custo nem limite de carregamentos.

Escolher bem a panorâmica inicial e a direção faz diferença: é a primeira imagem que o visitante vê, antes de qualquer clique. Na fachada, ela mostra a entrada; no salão, o melhor ângulo do ambiente principal. A página da RT166 Cervejaria no Google Maps é um exemplo de local publicado pela gm360.

Como medir as visualizações

O Google conta as visualizações de cada panorâmica publicada, e a contagem pode ser lida pela Street View Publish API. É com ela que acompanhamos os números da conta, como os mais de 13 milhões de visualizações citados acima, e que sabemos quais pontos de cada tour são mais vistos. Para a empresa, a leitura útil é simples: quais ambientes atraem mais gente e como o total evolui depois da publicação.

As visualizações se acumulam enquanto o tour estiver publicado. Os panoramas do Les Présidents e os da RT166 Cervejaria continuam no perfil de cada casa desde a publicação e seguem somando visualizações. Um tour bem feito no Maps trabalha por anos, sem custo de mídia.

Antes do dia da captura, vale ler o que preparar no espaço antes da captura 360°: no Maps, tudo o que aparece na panorâmica fica visível para quem procura a empresa.