A pergunta sobre preço chega quase sempre no primeiro contato, e a resposta honesta é que o valor de um tour virtual 360° depende de poucas variáveis, todas mensuráveis antes da captura. Não existe tabela porque dois espaços com a mesma metragem podem pedir trabalhos muito diferentes. Neste post explicamos o que entra no orçamento de um tour virtual 360° personalizado ou de um tour no Google Maps, onde costuma estar o custo que pouca gente menciona e como pedir propostas que possam ser comparadas lado a lado, sem olhar só para o número final.

As cinco variáveis do orçamento

  1. Área e número de ambientes. É o que define quantos pontos de captura o tour precisa ter. A próxima seção explica por que esse é o número que mais pesa.
  2. Recursos dentro do tour. Planta interativa, fichas técnicas, vídeo, locução, versões em outros idiomas, audiodescrição, formulário ligado ao CRM ou ao WhatsApp. Cada recurso é trabalho de construção e, em alguns casos, de conteúdo: texto, tradução, gravação.
  3. Onde o tour vai ser publicado. No Google Maps, no site da empresa ou nos dois. A captura é a mesma; o que muda é a construção da interface e as integrações do tour personalizado.
  4. Entregáveis da mesma diária. Fotografia dos mesmos ambientes, foto aérea com drone, panorâmica aérea 360° e reels verticais. Somar tudo na mesma visita evita uma segunda ida ao espaço.
  5. Logística. Captura fora do horário de público, quando o espaço não pode parar, e o deslocamento até o espaço. Atendemos a capital, a Grande São Paulo e outras regiões do Brasil.

No tour do Haus Residence Club, por exemplo, a interface leva a marca do empreendimento, um botão de WhatsApp e o menu de ambientes, e o formulário dentro do tour envia o contato direto para o CRM da imobiliária. São recursos que entram no escopo desde a proposta.

Interface do tour do Haus Residence Club com a marca do empreendimento, botão de WhatsApp e menu de ambientes sobre a sala do decorado

O ponto de captura é a unidade de medida

Um tour é feito de panorâmicas ligadas entre si. Cada ponto de captura é uma panorâmica completa: fotografada com câmera DSLR, costurada à mão, ajustada e conectada aos pontos vizinhos. Por isso o número de pontos é o melhor indicador do tamanho do trabalho.

Espaços amplos e sem obstáculos pedem menos pontos. Corredores, salas pequenas e ambientes cheios de recortes pedem mais, porque a navegação precisa continuar fluida e nenhum canto pode ficar sem ponto de vista. Um showroom aberto de 600 m² pode exigir menos pontos que uma escola de 400 m² dividida em vinte salas.

O showroom da BMW Osten Perdizes, em São Paulo, é um exemplo de escopo grande. Foram mais de 1.000 fotos para mostrar o salão e sete modelos (i7, iX, M3, X7 M60, X6, X5 e 320i) por fora e por dentro, com as especificações de cada carro dentro do tour e a interface na identidade Osten. Cada carro ganhou os próprios pontos de captura, em volta e por dentro, além dos pontos do salão. No Google Maps, a mesma captura virou 65 panoramas.

Salão da BMW Osten Perdizes com poltronas, tapete redondo e modelos BMW junto às vidraças

Google Maps, tour personalizado ou os dois

São dois produtos feitos da mesma captura. O tour no Google Maps aparece no Perfil da Empresa, no Maps e na Pesquisa, com a interface padrão do Google. O tour personalizado fica hospedado pela gm360, com a interface da marca do cliente, menu, planta, botões de ação e as integrações que o projeto pedir.

No orçamento, isso significa que fazer os dois não dobra a captura. O que se soma é a construção do tour personalizado: desenho da interface, hotspots, textos, formulário e ligação com CRM ou WhatsApp. A publicação no Maps, por sua vez, tem exigências técnicas próprias, que explicamos em como publicar um tour 360° no Google Maps.

A Cantina Castellammare, em Itapetininga, fez os dois: tour no Google Maps ligado ao Perfil da Empresa e tour personalizado com cardápio, reserva e rota até a cantina, além da fotografia do salão. Três entregas no mesmo projeto.

Salão da Cantina Castellammare com banco capitonê rosé, mesas de madeira postas e parede verde com fotos em preto e branco

Mande a planta ou a metragem e o número de ambientes. Respondemos em até 1 dia útil com uma proposta.

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Hospedagem: o custo que aparece depois

É a pergunta que pouca proposta responde por escrito: onde o tour fica hospedado, por quanto tempo e o que acontece se o contrato ou a assinatura parar. O tour é um site. Precisa de servidor, de endereço e de alguém que mantenha o link funcionando enquanto ele estiver em QR codes, anúncios, e-mails e no site do cliente.

Em plataformas por assinatura, como o Matterport, o plano define quantos espaços ficam ativos ao mesmo tempo, e o espaço arquivado não pode ser visto nem compartilhado até ser reativado (páginas de planos e blog do Matterport, consultadas em 7 de outubro de 2026). Esse modelo não é melhor nem pior; ele só precisa entrar na conta, porque o custo continua depois do dia da contratação. A comparação completa entre os dois caminhos está em Matterport ou tour personalizado.

Na gm360, o tour personalizado fica em hospedagem própria na Cloudflare, com link permanente e Google Analytics.

Seja qual for o fornecedor, peça que a hospedagem apareça por escrito na proposta: onde fica, por quanto tempo está incluída e o que acontece depois.

Como pedir propostas comparáveis

Duas propostas só podem ser comparadas quando descrevem a mesma coisa. Peça que cada fornecedor informe:

  • Número de pontos de captura previstos, e quais ambientes ficam de fora.
  • Recursos incluídos no tour: planta, hotspots, fichas, vídeo, locução, idiomas, formulário.
  • Onde o tour é publicado (Google Maps, site, os dois) e por quanto tempo fica hospedado.
  • Prazo de entrega depois da captura. Na gm360, o tour é publicado em até 7 dias úteis.
  • Quem pode usar as imagens e onde: site, redes sociais, mídia paga, material impresso.
  • Como funciona uma atualização futura, quando um ambiente mudar ou uma área nova ficar pronta.

Com essas seis respostas na mesa, a diferença de valor entre duas propostas passa a ter explicação. Às vezes uma prevê menos pontos; às vezes não inclui hospedagem; às vezes entrega o tour sem a interface da marca.

O que enviar para receber a proposta

Quanto mais completo o primeiro contato, mais precisa a proposta. Para orçar, precisamos de:

  • Planta ou metragem aproximada e número de ambientes.
  • Fotos de celular do espaço, mesmo simples. Elas ajudam a prever os pontos.
  • O objetivo do tour: vender, reservar, matricular, receber visitantes, mostrar a estrutura.
  • Onde quer publicar: Google Maps, site ou os dois.
  • Recursos desejados, se já houver ideia: planta interativa, formulário, idiomas.
  • Data desejada para a captura e se o espaço pode parar por algumas horas.

Antes do dia marcado, vale ler o que preparar no espaço antes da captura 360°. Para empresas da capital, a logística está em tour virtual em São Paulo: como funciona o atendimento.