Na captura 360° a câmera vê tudo: teto, chão, os quatro cantos e o que estiver atrás dela. Não existe enquadramento para esconder um carrinho de limpeza ou uma pilha de caixas. O que dá para resolver antes é sempre mais simples que corrigir depois, na pós-produção. Este guia junta o que a empresa precisa decidir antes de marcar a data, o que arrumar na véspera e como funciona o dia, com um checklist no fim para imprimir e passar à equipe. As etapas do tour virtual 360°, da visita técnica à publicação, estão na página do serviço.

O que decidir antes de marcar a data

Quatro decisões mudam o roteiro da captura e precisam estar fechadas antes do dia:

  • Ambientes. Quais entram no tour e quais ficam de fora: depósito, cozinha industrial, sala administrativa, área em reforma. Cada ambiente que entra é pelo menos um ponto de captura, e a lista também define a ordem da navegação.
  • Pessoas. Se a equipe ou clientes aparecem no tour. O padrão é o espaço vazio; em clínicas e escolas, capturamos sem pacientes e sem alunos.
  • Telas. O que cada televisão, monitor ou painel vai mostrar. A imagem fica no tour enquanto ele estiver no ar.
  • Horário. Quando o espaço pode ficar livre por algumas horas: antes da abertura, no intervalo ou depois do expediente. O horário também decide a luz que entra pelas janelas, assunto do post sobre fotografia arquitetônica e a hora do dia.

Também vale definir quem acompanha a equipe no dia: uma pessoa que conhece o espaço, tem as chaves e pode decidir na hora se uma porta fica aberta ou fechada. E, se o tour vai ter botões e textos, mandar antes, por escrito, o que só a empresa sabe: nomes dos ambientes, telefones, links de reserva ou de cardápio.

A lista de ambientes é também a base do orçamento, como explicamos em quanto custa um tour virtual 360°.

Checklist do dia anterior

  • Espaço limpo, sem caixas, cabos soltos, lixeiras cheias e material de manutenção à vista.
  • Todas as lâmpadas funcionando, com a mesma temperatura de cor no mesmo ambiente.
  • Persianas e cortinas na posição desejada. A decisão vale para o tour inteiro.
  • Telas ligadas com conteúdo definitivo, não com papel de parede do sistema.
  • Mesas, prateleiras e balcões arrumados como o cliente deve ver: mesa posta no restaurante, produto exposto na loja, cama feita no quarto.
  • Carros fora da fachada e da entrada, quando a área externa entra no tour.
  • Portas internas na posição combinada: abertas mostram a passagem; fechadas escondem o que ficou fora do roteiro.

Luz, telas e cortinas

A câmera registra a luz como ela está. Lâmpada queimada vira um canto escuro; lâmpadas de temperaturas diferentes no mesmo ambiente deixam uma parte da sala amarelada e outra azulada. Trocar antes é mais simples que tentar igualar a cor depois.

Janelas são o maior contraste do ambiente. Cortina aberta mostra a vista e traz luz natural; fechada, dá controle e esconde uma vista que não ajuda. Telas seguem a mesma lógica: um logotipo ou uma imagem da empresa envelhece melhor que uma programação de TV ou uma notificação na tela do computador.

As fotos do salão da Cantina Castellammare, em Itapetininga, mostram o resultado desse preparo: mesas postas, luzes acesas e nenhum cliente. O mesmo salão está no Google Maps e no tour personalizado da cantina, com cardápio, reserva e rota até a porta.

Mesa posta com taças e guardanapos brancos no salão da Cantina Castellammare, em Itapetininga, diante das estantes de vinhos

Varanda da Cantina Castellammare à noite, com banco de madeira rústica, grade de ferro, aquecedor aceso e vasos de palmeiras

Pessoas no tour: sim ou não

O espaço vazio mostra o ambiente sem distrações e não envelhece quando a equipe muda. É o padrão quando a privacidade pesa: em clínicas, capturamos sem pacientes; em escolas, sem alunos, e só com eles quando a escola quiser e autorizar.

Quando a empresa quer mostrar gente trabalhando, a decisão precisa vir antes, junto com a autorização de uso de imagem de cada pessoa que aparece. No dia, quem não quer aparecer sai do ambiente enquanto a câmera fotografa aquele ponto.

Com o espaço pronto, a captura leva algumas horas. Mande o número de ambientes e a data desejada; respondemos em até 1 dia útil com uma proposta.

Fazer orçamento

Durante a captura

Em cada ponto, o ambiente precisa ficar livre e parado por alguns minutos: a câmera faz uma volta completa, e o que se move entre uma foto e outra aparece como fantasma ou emenda na costura. Em espaços de atendimento, capturar antes da abertura ou no intervalo resolve. Quando não há como parar a operação, planejamos a ordem dos pontos com quem conhece o fluxo da casa e liberamos um ambiente de cada vez.

Se a fotografia e o aéreo fazem parte do mesmo projeto, eles entram na mesma diária, e o roteiro já prevê o horário de cada um.

Depois da captura

A pós-produção é nossa: costura manual de cada panorâmica, tratamento, conexão entre os pontos e montagem da navegação. O tour é publicado em até 7 dias úteis. Se ele também vai para o Google Maps, tudo o que aparece na panorâmica fica público no perfil da empresa, e o checklist da véspera vale ainda mais. Os requisitos do Google estão em como publicar um tour 360° no Google Maps.

Checklist para imprimir

Antes de marcar a data

  • Lista de ambientes que entram e que ficam de fora.
  • Pessoas no tour: sim ou não, com autorização de imagem quando sim.
  • Conteúdo de cada tela.
  • Horário em que o espaço fica livre por algumas horas.
  • Responsável no dia, com as chaves.
  • Nomes de ambientes, telefones e links que vão nos botões do tour.

Na véspera

  • Limpeza e retirada de caixas, cabos, lixeiras e material de manutenção.
  • Lâmpadas testadas, com a mesma temperatura de cor em cada ambiente.
  • Cortinas e persianas na posição escolhida.
  • Mesas, prateleiras e balcões arrumados.
  • Carros fora da fachada, quando a área externa entra no tour.

No dia

  • Telas ligadas com o conteúdo definitivo.
  • Portas na posição combinada.
  • Ambiente livre e parado em cada ponto.
  • Equipe avisada da ordem dos ambientes.