
Tour 360°
Planta por andar no tour 360°: como o hóspede se orienta
Abas por andar, pontos clicáveis, cone de visão e zoom: o minimapa do tour do Hostal Providencia, como a planta saiu das panorâmicas e quando ela vale num hotel com vários andares.

Num apartamento decorado, o visitante se perde entre a sala e a suíte. Num hostel de cinco andares, ele se perde de verdade. O Hostal Providencia, em Providencia, Santiago do Chile, ocupa um conjunto de alas ligadas por pátios, corredores e escadas. O tour que fizemos tem 81 panorâmicas: 45 no primeiro andar, 25 no segundo e 11 distribuídas entre o terceiro, o quarto e o quinto.
Este post é para quem dirige ou faz o marketing de um hotel, hostel ou pousada com mais de um andar. Mostramos como funciona o minimapa por andar do tour do Hostal Providencia, como a planta foi feita sem levantamento arquitetônico e quando ela vale o trabalho. O que um tour faz pela hospedagem em geral está na página de tour virtual para hotéis e restaurantes.
O problema: 81 pontos e nenhuma noção de onde se está
Setas no piso e pontos de navegação resolvem o próximo passo: dali se vai ao corredor, do corredor à escada. Não dizem onde o visitante está no prédio. Depois de seis cliques, ele sabe que está num corredor amarelo, mas não sabe se está no segundo andar, nem se o quarto que viu antes fica do mesmo lado do pátio.
A galeria de miniaturas ajuda a achar um ambiente pelo nome, mas é uma fila. Ela mostra a ordem das cenas, não a posição delas. Num prédio de um andar, isso basta. Em cinco andares com alas separadas, falta o desenho.

O que o minimapa mostra
O botão “Mapa”, no canto da tela, abre a planta do andar em que o visitante está. É uma planta 3D esquemática, com os ambientes coloridos por tipo: quartos, banheiros, circulação, áreas sociais, escadas, áreas externas e a rua. Sobre ela ficam os pontos de captura.
- Abas por andar. P1, P2, P3, P4 e P5 no topo do mapa. Um toque troca de andar.
- Pontos clicáveis. Cada ponto é uma panorâmica. Tocar nele leva direto àquele ambiente, sem atravessar os corredores.
- Ponto atual destacado. O visitante vê onde está, e o rodapé do mapa repete o andar e o nome da cena, como “Andar 1 · Triplo · camas de solteiro”.
- Cone de visão. Um leque sai do ponto atual e gira junto com o olhar dentro do panorama. Quem vira para a janela do quarto vê para que lado do prédio ela dá.
O cone é o que liga o panorama à planta. Parado num quarto, o hóspede entende se a janela dá para a rua ou para o pátio, e se o banheiro compartilhado fica do lado da escada.
Zoom, pinça e tela cheia
O primeiro andar do Hostal Providencia tem 45 pontos. No tamanho do celular, eles ficariam amontoados sem zoom. O mapa aproxima de 1x a 6x de vários jeitos: pelos botões de mais, menos e ajustar, pela roda do mouse, pela pinça no celular e pelo duplo clique. Com o mapa ampliado, arrastar move a planta. Um botão no topo expande o mapa para ocupar mais da tela, e outro o fecha.
Os nomes das cenas no mapa seguem o idioma do tour. Quem navega em inglês vê os nomes em inglês, e quem troca para o português vê a troca também no mapa, sem recarregar.
Como a planta foi feita
A planta do Hostal Providencia não veio de projeto nem de levantamento arquitetônico. Foi gerada por script a partir do que a captura já tinha:
- A posição de cada panorâmica. Quase todas as fotos do tour são as mesmas publicadas no Street View do Google Maps, e cada uma tem uma coordenada. Essas coordenadas dão a posição relativa dos pontos.
- As ligações entre os pontos. As direções dos pontos de navegação dizem para que lado fica o ambiente vizinho. Isso ajuda a desenhar paredes e passagens no lugar certo.
- Os andares de cima. O terceiro, o quarto e o quinto andar não têm ponto de navegação ligado ao primeiro e ao segundo. Para não ficarem soltos no espaço, foram posicionados sobre a escada que leva até eles.
- A renderização. Com os ambientes definidos e classificados por tipo, a planta é renderizada em 3D no Blender, um desenho por andar.
O resultado é uma planta de orientação, não uma planta arquitetônica. As proporções seguem as posições das panorâmicas, e o mapa não promete medida de quarto nem de corredor. Para o hóspede, que quer saber onde fica o quarto e como chegar até ele, é o que basta.
Há um detalhe da captura que ajuda o mapa: as panorâmicas do tour foram alinhadas ao norte. Ao seguir um ponto de navegação, a cena seguinte abre olhando na mesma direção, e o cone de visão continua coerente de uma cena para outra.
A galeria também filtra por andar
O minimapa não trabalha sozinho. A galeria de miniaturas, no rodapé, tem um filtro com “Todos” e um botão por andar, de P1 a P5. Cada miniatura traz o andar no canto, e o nome da cena, no topo da tela, vem com o andar acima dele: “Andar 1 · Pátio jardim”.

São três caminhos para o mesmo destino. Quem sabe o nome do ambiente usa a galeria. Quem pensa em andares usa o filtro. Quem quer entender o prédio abre o mapa.
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Quando vale a planta por andar
O minimapa dá trabalho de produção, e nem todo tour precisa dele. Ele vale quando uma destas situações aparece:
- Mais de dois andares. No Hostal Providencia, a galeria mostra os quartos do quinto andar, mas só o mapa mostra como se chega até eles a partir da recepção.
- A mesma categoria em andares diferentes. O quarto familiar com cama de casal e beliche aparece em três andares; o de casal, no quarto e no quinto. O mapa mostra onde cada um fica.
- Alas separadas. Quando o prédio cresceu por partes e as escadas não se ligam todas, o mapa mostra qual escada leva a qual andar.
- Áreas comuns longe dos quartos. Café da manhã, cozinha e lavanderia no térreo, quartos lá em cima: o hóspede quer saber quanto vai andar.


Já uma pousada térrea com oito chalés ao redor da piscina resolve com a galeria e um painel de quartos. Nesse caso, o trabalho do mapa rende mais em outra coisa, como uma vista a mais por categoria de quarto.
Planta esquemática ou planta do projeto
Quando existe uma planta pronta e confiável, ela pode virar a base do mapa. É o caso do decorado de um lançamento imobiliário, em que a planta humanizada já está no material de vendas; como isso funciona está no post sobre a navegação no tour do decorado, com planta e cone de visão no Grand’Oro Vila Barth.
Num hotel antigo, a planta do projeto pode não bater mais com o prédio, depois de reformas, ou nem existir em formato digital. A planta esquemática resolve esse caso: sai da própria captura e mostra o que o hóspede precisa saber, sem depender de arquivo de arquiteto.
Para fechar o roteiro
A planta mostra onde cada quarto fica. O que entra em cada quarto, categoria por categoria, está em categorias de quartos no tour 360°, e o roteiro completo do hotel, da calçada ao quarto, em o que mostrar no tour do hotel. As mesmas panorâmicas que deram posição ao mapa estão no Google Maps; a diferença entre os dois está em do Google Maps ao tour próprio e na página de tour virtual no Google Maps.
O que entra num tour personalizado está na página de tour virtual 360°. O tour é publicado em até 7 dias úteis depois da captura.
Quer um mapa por andar no tour do seu hotel? Veja como trabalhamos com hotéis e pousadas ou fale com a gente pelo botão de WhatsApp no fim desta página.
FAQ
Dúvidas frequentes
A planta do minimapa tem medidas?
Não. No Hostal Providencia, a planta é esquemática: foi gerada a partir das posições das panorâmicas, não de um levantamento arquitetônico. Serve para o hóspede entender onde cada ambiente fica e para que lado está olhando, não para medir o quarto.
Preciso ter a planta do prédio para ter um minimapa?
Não necessariamente. Quando há uma planta pronta, como no material de vendas de um decorado, ela pode virar a base do mapa. No Hostal Providencia, a planta foi montada a partir das coordenadas das panorâmicas e das ligações entre elas, sem depender de projeto.
Para que serve o cone de visão?
Para mostrar, no mapa, a direção em que o visitante está olhando dentro do panorama. Ele gira junto com o olhar. Quem vira para a janela do quarto vê o cone apontar para a fachada na planta, e entende de que lado do prédio o quarto fica.
Uma pousada térrea precisa de minimapa?
Quase nunca. Com um andar e poucos quartos, a galeria de miniaturas e um painel de quartos bastam. O minimapa começa a valer quando o prédio tem vários andares, alas separadas ou a mesma categoria de quarto espalhada por andares diferentes.



