
Tour 360°
Repaginar um tour 360° antigo sem fotografar de novo
O tour que a Limelight já tinha ganhou interface nova, dois idiomas, minimapa 3D e formulários, sobre as mesmas 40 panorâmicas. O que se aproveita de um tour antigo, o que muda e quando vale refazer a captura.

Muita empresa tem um tour 360° parado. Ele foi feito numa fase anterior do negócio, funciona, mas tem cara de outro tempo: botões genéricos, cenas com nomes numerados, nenhum jeito de pedir nada. A reação comum é achar que precisa fotografar tudo de novo. Nem sempre precisa.
A Limelight, casa noturna na Vila Olímpia, em São Paulo, tinha um tour assim, feito pela gm360 na captura anterior. Em vez de voltar a fotografar a casa, repaginamos o tour: as 40 panorâmicas e a navegação ficaram, e a interface foi refeita. Mostramos o que dá para aproveitar de um tour antigo, o que muda e quando a captura nova vale a pena. O que entra num tour personalizado está na página de tour virtual 360°.
Como era o tour
O tour foi montado no Panotour, o programa em que os tours da gm360 são montados, com a interface padrão do programa. Um cabeçalho e um rodapé, botões de Instagram e de rota GPS, setas de cena anterior e próxima e um botão de informação. As cenas tinham nomes de trabalho, como “Pista - 05” e “Lateral 1 - II”, e o tour só falava português. Não havia mapa, nem formulário, nem como saber o que o visitante fazia lá dentro.
Também não existia mais o arquivo de projeto do Panotour. O trabalho foi feito sobre o tour publicado: as imagens e os arquivos de configuração que já estavam no ar.
O que se aproveita
- As panorâmicas. As 40 cenas, já divididas nos blocos de alta resolução que o visualizador carrega por partes, conforme o zoom. As imagens não foram reprocessadas.
- A navegação. As ligações entre as cenas e as setas no piso continuaram. As setas ganharam o dourado da interface nova.
- As vistas iniciais. Cada cena continua abrindo na direção escolhida na montagem.
- Os links de cena. Os parâmetros que abrem o tour numa cena e num ângulo continuam valendo no tour novo.
- Os caminhos feitos à mão. A montagem antiga tinha 12 pontos de navegação desenhados à mão. Saíram todos. Os 5 que eram o único caminho para um ambiente, como a subida ao mezanino e a passagem ao fumódromo, viraram pontos “Seguir para” da interface nova.
O que sai
A interface do Panotour saiu inteira: botões, cabeçalho, rodapé, a tela de carregamento, o medidor de visitas do programa e as animações dos pontos. A rotação automática do início também foi desligada, porque escondia as setas de navegação. Agora quem gira é a abertura, com a pista ao fundo.

O que entra
- A identidade da casa. A paleta saiu das próprias panorâmicas: o preto-ameixa do teto da pista, o dourado das luminárias, o vermelho laca das paredes dos bares e camarotes, o magenta do neon. Os títulos usam a Cinzel, que ecoa as letras gravadas do logo, e o texto, a Manrope. O logo da Limelight abre o tour.
- Uma abertura com três portas. A pista gira devagar atrás do logo, e o visitante escolhe por onde entrar: “Explorar a casa”, “Reservar camarote” ou “Eventos corporativos”.
- Nomes de verdade. As 40 cenas ganharam nomes que o frequentador reconhece, como “Pista Central” e “Lounge Lateral 1 – Saída ao Jardim”, em português e inglês, agrupadas em 12 ambientes.
- Galeria de miniaturas. No rodapé, com filtro por ambiente e um contador de quantas das 40 cenas o visitante já viu. As miniaturas foram feitas de novo a partir das panorâmicas, centradas no que cada cena mostra.
- Pontos “Seguir para”. Nas portas e passagens, um ponto diz para onde leva. As setas no piso continuam lá, para quem já está acostumado a elas.
- Português e inglês. A interface inteira troca de idioma, e o endereço com
?lang=enabre o tour direto em inglês. - Minimapa 3D. Uma maquete da casa por piso, com os camarotes, os bares e o “Você está aqui”. Mais em minimapa 3D no tour virtual.
- Dois formulários. Um para reservar camarote e outro para pedir proposta de evento corporativo. O pedido vai para a equipe da casa, que responde direto ao visitante. Os dois caminhos estão em reserva de camarote pelo tour 360° e em tour virtual para vender eventos corporativos.
- Como chegar e compartilhar. Rota pelo Google Maps ou pelo Waze, o endereço para copiar e um link que abre na cena em que o visitante está.
- Medição. O tour registra no Google Analytics o início da visita, as cenas vistas, a troca de idioma, a abertura do mapa, o clique num camarote e o envio de pedido. O Microsoft Clarity mostra como as pessoas usam a tela. As duas ferramentas respeitam o consentimento de cookies.
- Busca e compartilhamento. Título e descrição novos, imagem própria para quando o link é compartilhado e dados estruturados de casa noturna para o Google.


Tem um tour 360° parado? Mande o link do tour publicado e conte o que mudou no espaço desde a captura. Respondemos em até 1 dia útil dizendo se vale repaginar ou fotografar de novo.
Quando vale refazer a captura
Repaginar resolve a interface. Não resolve a imagem. Vale fotografar de novo quando:
- O espaço mudou. Reforma, decoração nova, ambiente que não existia. Na Cantina Castellammare, o salão ganhou um mural e uma parede de fotos desde a captura anterior, e refizemos tudo. Se só um ambiente mudou, dá para refazer só ele e manter o resto.
- A imagem não aguenta a tela de hoje. Panorâmicas de baixa resolução, com borrão, emendas aparentes ou exposição errada aparecem mais numa tela grande ou num celular com zoom.
- Faltam ambientes que agora importam. Um camarote novo, uma sala de eventos, um terraço. A interface não inventa um lugar que não foi fotografado.
- A navegação não fecha. Se os pontos foram fotografados longe demais uns dos outros, ou se falta a cena que liga dois ambientes, o visitante pula de um lugar para outro sem entender o caminho.
Na Limelight, as panorâmicas da captura anterior seguiam de pé: alta resolução, 40 pontos ligados entre si e os ambientes que interessam aos dois públicos da casa, da pista aos camarotes, do jardim à cozinha. Foi isso que fez da repaginação o caminho certo.

Outro tour repaginado
A Limelight não foi o primeiro. A exposição Terra Terreno Território, de Dani Sandrini, no Centro Cultural Fiesp, foi desmontada no fim da temporada, e o tour ficou como o jeito de visitá-la. As 39 vistas da captação original continuaram as mesmas. A interface antiga saiu, e entraram uma visita guiada com audiodescrição e uma ficha para cada uma das 57 obras. O resultado está no case Terra Terreno Território.
Quando o espaço não existe mais, repaginar é a única forma de dar ao tour uma vida nova. Quando o espaço continua igual, é a forma mais rápida.
O que mandar para avaliarmos
- O link do tour publicado. Não precisa do arquivo de projeto.
- O que mudou no espaço desde a captura: reforma, decoração, ambientes novos.
- O que o tour precisa fazer agora. Reservar, pedir proposta, falar outro idioma, mostrar um mapa, levar a uma rota.
- A marca. Logo, cores e fontes, ou o manual de identidade, se houver.
A mesma lógica vale para panorâmicas publicadas no Google Maps: no Hostal Providencia, elas viraram um tour próprio, como contamos em do Google Maps ao tour próprio. O tour da Limelight inteiro, com os dois públicos da casa, está em tour virtual para casa noturna.
FAQ
Dúvidas frequentes
Preciso ter o arquivo de projeto do tour antigo para repaginar?
Não. Na Limelight, o arquivo de projeto do Panotour não existia mais. A repaginação foi feita sobre o tour publicado: as panorâmicas, as ligações entre elas e os arquivos de configuração que já estavam no ar.
A repaginação muda as fotos do tour?
Não. As panorâmicas continuam as da captura anterior. Mudam a interface, os nomes das cenas, as miniaturas e os recursos. Se algum ambiente mudou desde a captura, ele continua aparecendo como era, e aí vale refazer só aquele ambiente.
O tour repaginado continua no Google Maps?
As fotos 360° publicadas no Google Maps são uma publicação separada e não mudam com a repaginação. A Limelight tem 38 fotos 360° no Street View, com mais de 600 mil visualizações. O tour próprio é outra porta de entrada, com a interface da casa.
Quando não vale repaginar?
Quando o espaço mudou muito, quando as panorâmicas antigas não têm resolução ou qualidade para as telas de hoje, quando faltam ambientes que agora importam ou quando os pontos fotografados não se ligam bem. Nesses casos, a captura nova sai melhor que qualquer interface.
A interface nova funciona no celular?
Funciona. O tour da Limelight foi testado no computador e no celular, com a galeria, o mapa, os formulários e a troca de idioma adaptados à tela pequena.



